Segundo estudo feito por site especializado, maior problema é o comportamento inadequado; veja como superar os obstáculos
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Só este ano a estudante de Letras, Vitória Martins, de 22 anos, soma mais de seis processos seletivos que participou em busca de uma vaga de estágio. A resposta dos recrutadores é sempre a mesma: falta experiência. “Teve até um colégio que chegou a falar ‘ah, se a gente precisar vamos entrar em contato’, mas até hoje não fui aprovada em nenhum deles”, conta a universitária.
Esse é só um dos cinco principais obstáculos que dificultam a contratação de jovens pelas empresas, segundo um levantamento feito pelo site de empregos Catho. Por incrível que pareça, a falta de experiência é o terceiro maior entrave (16%). De acordo com os mais de 200 recrutadores ouvidos pela pesquisa o maior problema está no comportamento inadequado (48%), seguido da falta de qualificação (25%). Em quarto e quinto lugar, respectivamente, vem a economia do país (7%) e a ausência de um segundo idioma (3%).
Vitória continua tentando uma vaga no mercado de trabalho, investiu em um curso de idiomas está participando mais de palestras e monitoria voluntária para melhorar o currículo.   “Não há feedback, o que dificulta que a gente possa identificar porque não fomos contratados. Eles simplesmente dizem: se você passar a gente te liga até o meio-dia. E geralmente não te ligam. O que a gente precisa é de oportunidade, ter esta primeira chance”.
Se não falta iniciativa a Vitória sobra a ausência deste tipo de atitude por parte de outros jovens profissionais, como avalia supervisora de Carreira da da Catho, Luana Marley. “Os recrutadores estão muito atentos e atitudes como olhar muitas vezes no celular durante o processo seletivo, por exemplo, pode reportar que o candidato não está tão interessado na oportunidade”, explica.
Outro ponto é ter uma postura muito passiva durante o processo, sem muita interação com o recrutador e disposição. “Responder apenas o que lhe foi perguntado, sem aproveitar a oportunidade de fala para expandir e vender seu potencial também é um dos problemas de comportamento que os recrutadores identificam bastante”.
Entre os principais desafios deste profissional, ainda de acordo com a pesquisa está justamente a falta de oportunidades (77%), de experiência (47%) e o atual momento econômico do País (16%). “O que o mercado de trabalho quer são jovens que consigam já no início da carreira serem multidisciplinares e tenham facilidade em se adaptar a novos cenários. Procure se destacar sendo coerente e criativo”, completa a supervisora de Carreira da Catho.
Zona de (des)conforto
O cenário aumenta os entraves para o jovem se consolidar no mercado. A saída então está em usar as habilidades comportamentais ao seu favor, como aconselha a especialista em RH da Luandre Recrutamento e Soluções, Juliane Antonio. “É o momento em que o jovem deve mostrar o quanto ele é proativo, comprometido e que anseia aprendizado e crescimento profissional”.
Habilidade de comunicação, e força de vontade são mais algumas que não passam despercebidas durante o processo seletivo. “O maior desafio é mostrar em tão pouco tempo, como por exemplo, em um processo seletivo seus conhecimentos e habilidades. Eles precisam se preparar, causar uma boa impressão no primeiro contato. Ter um bom relacionamento interpessoal  e manter um discurso objetivo e claro”.
Também é preciso ter persistência e saber buscar soluções para problemas difíceis. Quem chama atenção é a Diretora de Desenvolvimento do Aluno Adtalem Brasil, Maíra Habimorad. “O profissional jovem tem que ter em mente que ele está chegando para propor novas alternativas e soluções viáveis. É preciso saber trabalhar em equipe e respeitar os profissionais mais experientes e vir, com seu conhecimento mais atualizado, a oxigenar a organização”, diz.
Se agendou uma entrevista, compareça. Se não tem mais interesse na vaga, entre em contato e desmarque sua participação. “Se envolva também em atividades extracurriculares, trabalho comunitário, cursos online, enfim, é sair do Netflix e do vídeo game. Basta querer se engajar e priorizar essas atividades além do acadêmico. São atitudes que desenvolvem comportamentos, relacionamentos e trazem bagagem prática”, acrescenta a especialista.
PARA VENCER AS DIFICULDADES
1. Comportamento Na entrevista presencial mostre interesse pela vaga. É importante ir preparado. Aí também é preciso desafiar e a timidez e demostrar uma boa desenvoltura na comunicação, ter uma boa apresentação pessoal e ser pontual. Seja autêntico e aproveite as oportunidades de fala para expor seus aprendizados.
2. Qualificação Hoje, o jovem deve investir em cursos que aprimorem os seus conhecimentos e apostar, principalmente, em cursos gratuitos online que possam ajudar consolidar o seu currículo.
3. Falta de experiência A dica é investir em trabalhos voluntários, pois isto se tornará um diferencial deste profissional – tanto com relação a experiência como também, com relação ao seu engajamento.
4. Economia do país Mesmo que o cenário  que o cenário econômico esteja difícil, isso não é desculpa para ficar  esperando o emprego cair do céu. As empresas buscam quem possa contribuir com inovação, ser flexível e trabalhe em equipe.  Então, seja este profissional.
5. Segundo Idioma O jovem pode aproveitar o momento de muito acesso às plataformas de estudos online para praticar e obter mais conhecimentos sobre uma nova língua em aplicativos e sites gratuitos.
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