whatsapp-image-2019-01-12-at-18.18.34-1O projeto social Corda de Sisal que trabalha a capoeira na periferia da cidade de Campo Formoso (BA) há décadas foi destaque em pesquisa acadêmica no curso de Formação Pedagógica em Artes Visuais da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), polo de Campo Formoso (BA), durante esta semana.
O objetivo foi avaliar a técnica da capoeira e questões sociais como respeito, religiosidade, luta contra o preconceito racial e a ausência de políticas públicas culturais. O estudo ocorreu entre os meses de novembro de 2018 e janeiro deste ano na sede do projeto que fica no bairro São Francisco.
A pesquisa foi feita pelo cursista Leandro Daniel através da disciplina Processos de Criação Artística I, ministrada pela professora Denise Valarini Leporino, e resultou na produção de fotos, textos e de um vídeo com duração estimada de 10 minutos que já está disponível na plataforma You Tube.
“É essencial valorizar e dar voz a qualquer iniciativa que preze pela restauração de princípios familiares, visando o bom convívio em sociedade, e neste caso, por meio da arte,” disse o universitário.



Segundo o fundador e coordenador do projeto, mestre Edivaldo Alves, conhecido como o Negão da Capoeira, a ideia é sempre afastar os alunos  da violência e das drogas. “Quando eles estão dentro do Corda de Sisal não vão se desviar para o caminho do mal, nem para o caminho das drogas, vão ser pessoas do bem”, afirmou.
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Atualmente a iniciativa integra cerca de 40 crianças e jovens carentes dos bairros São Francisco e Alto do Cruzeiro em Campo Formoso (BA) e também em povoados do município.  “Aprendi a ter fé em Deus, a respeitar os mais velhos, os pais e irmãos e a amar o próximo. (…) Gosto muito de jogar capoeira e dos exercícios físicos”, disse o aluno de nove anos, Vitor Emanuel.
Redação: Caminho Formoso/Leandro Daniel