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O processo que a promotora de Justiça do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), Lolita Lessa Mota Barbosa, move contra o ex-marido, tem detalhes horripilantes. O BNews teve acesso com exclusividade ao Termo de Declarações assinado pela vítima em outubro de 2018.
No depoimento, Lolita conta que engravidou em dezembro de 2016 e aos 7 meses de gestação, acompanhou Hélio em uma festa ocorrida em Vilas do Atlântico. Na ocasião, também alcoolizado, o homem acusou a vítima de “dar em cima de um amigo dele”. O caso aconteceu porque Lolita teria ficado “deslocada” no evento e que em dado momento um amigo de Hélio teria perguntado se ela estava com fome, já que estava grávida. Ela se dirigiu à cozinha para pegar um sanduíche e o amigo foi atrás para mostrar onde estavam guardados.
Ao sair do cômodo com “outro homem”, Hélio afirmou que ela deveria ter pedido o sanduíche para ele. Ele teria ficado nervoso. Um amigo de Hélio teria pedido para Lolita deixar a festa, mas ela se negou com receio de o parceiro pensar que ela tinha ido embora também com “outro homem”.
Lolita ligou para a irmã de Hélio e pediu para que ela a ajudasse. A mulher, então, ligou para o rapaz pedindo ajuda dizendo que estava com um pneu furado. Alcoolizado, segundo o depoimento, Hélio saiu para socorrer a irmã dirigindo o carro ao lado da esposa. Ainda em Vilas, Hélio parou o veículo próximo a um matagal e mandou que a Lolita descesse, xingando-a de “puta” e “prostituta”, ainda remoendo a história do amigo. Ela diz que implorou para não ficar naquele local, grávida de sete meses, e os dois seguiram o caminho discutindo.
Lolita conta que outros episódios semelhantes aconteceram na gravidez e que ela precisou ingerir calmantes, receitados por sua obstetra. Hélio, em contrapartida, sempre colocava a culpa nela afirmando que ela estava com os hormônios à flor da pele. Ela chegou a parar na emergência de um hospital após uma dessas brigas.
Procurada, a vítima, por enquanto, prefere não gravar entrevistas. Segundo o advogado dela, Gamil Foppel, Lolita está bastante assustada. Ele afirma que a vítima está sob medida protetiva, mas o que mais preocupa é que Hélio recentemente procurou uma ex-empregada do casal à procura de informações sobre a rotina dela.
“A minha cliente está bastante assustada, atemorizada. Não só pelo quadro sistemático de violências de toda natureza que ela passou, mas, sobretudo, pelo fato de, após uma medida cautelar ter sido decretada proibindo esse contato do ex-marido com ela, surpreende que ele tenha entrado em contato com a empregada doméstica do casal para saber da rotina da vítima. A pergunta é uma só: se ele está proibido de se aproximar dela, por que ele quer saber da rotina, dos horários? Os fatos já foram levados ao conhecimento da autoridade policial do Ministério Público”, detalha Foppel.


BNews fez diversas tentativas de entrar em contato com Hélio, mas ele não foi encontrado até a finalização desta reportagem.

Bocão News